segunda-feira, janeiro 15, 2007

 

Biscoitos




«- Vó, os biscoitos são todos iguais porquê? Porque não se fazem pássaros, flores, nuvens?- Ni, e o sabor seria diferente?- Claro, vó. É diferente comer uma nuvem ou uma flor. A nuvem vê de cima. A flor olha para cima.A minha avó sorriu-me e disse:- Faz com a massa dos biscoitos o que quiseres, Nina. Mas sobretudo com a tua vida.
E sente todos os sabores.»...

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Comments:
Olá miga
grande lição de vida..

espero estejas melhor
Passei mesmo para deixar um beijo, continuo um pouco afastada dos blogues por motivos de trabalho.
 
Sorriso. Grande. Daqueles que acontecem quando a memória nos pega na mãos e nos transporta até ao embalo dos dias felizes.
...
Foi assim que me senti agora.

Impossível descrever-te a sensação... mistura de tantas emoções... e ainda, e sempre, a saudade dos afectos que levantaram voo e 'partiram'... mas me deixaram no coração a imortalidade do AMOR que comigo partilharam.

É o meu abraço secreto, esta memória...

Obrigada.
Posso dar-te um abraço?
Um abraço é uma ponte...


Sorriso e o meu abraço de vento

Ni*


« - Vó, o teu cabelo ficou branquinho, mas os teus olhos continuam azuis, azuis, azuis!
- Os olhos mudam de cor de acordo com o que sentimos, Ni.
- Os teus estão sempre azuis, vó. Sentes sempre o céu, não é?

(silêncio e sorriso, ao partilhar uma tarde em pleno campo)

- Vó, solta o cabelo.
- Aqui, na rua?
- Claro, vó! Dentro de casa não há vento. E eu gostava de ver andorinhas de asas brancas a sairem do teu cabelo.
- Ni... promete-me que nunca te esqueces da magia da vida.
- Da magia?(de olhos muito abertos e voz sussurrada, como se um segredo me estivesse a ser revelado.)
- Se algum dia te sentires só, sem saberes que caminho escolher, sem entenderes as pessoas e as palavras, os gestos... SOLTA. Deixa ir a mágoa. Como os cabelos... para que surjam andorinhas de asas brancas na tua vida...»

...

Talvez seja por isso que hoje caminho pela vida de cabelo solto, embora nem sempre os pássaros da alegria me escolham para fazer os seus ninhos.
...



...

........................^^
 
Já respondi ao seu desafio.

Desculpe ter demorado tanto.

Beijocas.
 
maresia

a onda há-de passar e tudo se acalma.

beijinhos para ti
 
ni
gostei tanto deste texto q não podia deixar de o publicar. As histórias das conversas com a tua AVÓ encantaram-me.

Era uma SÁBIA essa Avó.

Um grande abraço ,qual ponte que liga os nossos sentidos e os nossos blogs
 
melga

Respondeste é o que importa!

Beijinhos para ti
 
Sem dar-mos conta, os nossos avós com pequenos gestos, deram-nos grandes ensinamentos...
Eu tenho tantas mas tantas saudades dos meus...
 
a minha avó paterna foi tb uma figura importante para mim; a avó Rita morreu tinha eu 4 anos mas lembro-me perfeitamente dela, de ver a minha mãe a chorar ao telefone e depois andar vestida de preto
 
Vou falar baixinho para ninguém escutar: mas é o que ando a fazer...biscoitos...hehhe.
Ah, Greentea, viemos aqui para se felizes, não? Então...toca a provar os sabores da vida.
beijos
Há novidades na árvore.
 
E deram-te bom conselho... saboreia a vida, como se do mais suave biscoito se trate!

Obrigada pela tua visita e pela divulgação do livro.

Beijinho.
 
pitanga

a vida é feita para lhe saborear todos os sabores , tal como os bombons ou os biscoitos - alguns são amargos, outros ficaram queimados mas outros sabem deliciosamente a mel ou a canela.
E com o passar dos anos vamos aprendendo novas receitas, o tempo de cozedura, o calor do forno, a dose do fermento ...uma arte!!
 
miahari
é o que tenho feito - aprender sempre novas receitas para lhe saborear o gosto.

O livro é obra de todos nós - não faço nada de mais em comprar e divulgar
 
Como na simplicidade de um momento se tiram grandes aprendizagens.

Um beijo doce, espero que estejas melhor.
 
Cara Amiga,

Vê e faz com toda a atenção o que estiveres a fazer em cada momento.

A vida se encarregará de te dar as oportunidades que só descobrirás se estiveres atento(a) a elas.

As perguntas infantis são sempre sérias e profundas.

Um grande abraço

José António
 
Biscoitos, bolachinhas...todos esses miminhos me lembram a minha querida avó. E que saudades eu tenho dela :( jinhos
 
Vês como a blogosfera funciona quando se partilham com alegria todas estas emoções?...
Mesmo que o rosto do lado de lá seja uma imagem "fabricada", ele perde importância face ao calor e à energia que envia com os seus dizeres.
Às vezes, pouco nos diz a nós. Mas partilhado com os outros, o pouco transforma-se no suficiente para fazer despontar sentimentos sublimes que engrandecem.
É isto que faz a partilha dum testemunho.
Por isso, eu ando aqui procurando partilhar!...
 
Obrigada pelo chazinho e pela companhia neste fim de tarde :)
 
Querida Amiga,

Vou transcrever um pequeno excerto dum livro excepcional. Nada tem a ver com o teu post (ou talvez tenha tudo). Dada a sua actualidade não tenho outro espaço para o revelar, a não ser este.

"...
Descartes, filósofo do Séc. XVII, considerado o fundador da filosofia, deu expressão a este erro primordial através da sua famosa máxima (que considerava uma verdade fundamental): "Penso, logo existo". Esta foi a resposta que encontrou para a questão: "Há alguma coisa que eu possa saber com uma certeza absoluta?". Ele entendeu que o facto de estar sempre a pensar não deixava qualquer dúvida e, por isso, comparou pensar a SER, ou seja, comparou a identidade - Eu Sou - ao pensamento. O que ele realmente tinha descoberto era a origem do ego, não a verdade fundamental, mas ele desconhecia isso.

Passaram quase trezentos anos até outro célebre filósofo ver naquela afirmação algo que tinha escapado a Descartes e a toda a gente. Esse filósofo chamava-se Jean-Paul Sartre. Sartre reflectiu intensamente sobre a afirmação de descartes, "Penso, logo existo", e subitamente apercebeu-se, citando as suas palavras, de que "A consciência que diz "existo" não é a consciência que pensa". O que pretenderia ele dizer com isto? Quando temos consciência de que estamos a pensar, essa consciência não faz parte do pensamento. É uma dimensão diferente de consciência. E é esta consciência que diz "existo". Se não houvesse mais nada dentro de nós a não ser o pensamento, nem sequer saberíamos que estávamos a pensar. Seríamos como uma pessoa que está a sonhar e não sabe. Identificar-nos-íamos com cada pensamento, como o sonhador se identifica com cada imagem do seu sonho. Ainda há muitas pessoas que vivem assim, como sonâmbulos, presas a antigos padrões de pensamento disfuncionais que recriam permanentemente a mesma realidade de pesadelo. Quando sabemos que estamos a sonhar, permancemos conscientes dentro do sonho. Entramos noutra dimensão de consciência.
...//...
Em situações limite algumas pessoas perderam todos os seus bens, outras perderam filhos cônjuges, a sua posição social, a sua reputação ou as suas capacidades físicas. Tudo aquilo com que as pessoas se identificavam, tudo o que lhes dava a noção de identidade, foi-lhes retirado. Então, repentina e inexplicavelmente, a angústia ou o grande medo que sentiram de início dá lugar a uma sensação sagrada de PRESENÇA, uma profunda paz e serenidade e uma libertação total do medo. Perguntamo-nos: "Perante este "cenário" como é possível eu sentir tal paz?".
A resposta é simples se compreendermos o que é o ego e como funciona ele. Quando as formas com as quais nos identificamos e que nos dão a nossa noção de identidade desaparecem ou nos são retiradas, isto pode conduzir à ruína do EGO, uma vez que o Ego é a identificação com a forma. Quando não resta nada com que nos possamos identificar, quem somos nós afinal? Nessa altura ganhamos consciência da nossa identidade ESSENCIAL como algo sem forma, uma PRESENÇA universal, um SER anterior a todas as formas, a todas as identificações. Entendemos que a nossa verdadeira identidade é A PRÓPRIA CONSCIÊNCIA e não as coisas com que a consciência se identificava. Esta é a paz de Deus. A derradeira verdade de quem somos não é "Eu sou isto" ou "Eu sou aquilo", mas simplesmente EU SOU. ..."

Extracto do livro: "Um Novo Mundo"
Autor: Eckhart Tolle
Editora: Pergaminho

Um grande abraço.

José António
 
"Vó", olhos azuis, sabedoria tão simples e rasteira como era a criança e a vida. Um momento encantador! Bjinho
 
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