quinta-feira, setembro 21, 2006

 

O AMOR INCERTO

Já não é razoável uma mulher considerar a maternidade como eixo principal da sua vida feminina, tendo-se este deslocado para outros domínios. Outrora, o interesse da mulher centrava-se nos seus filhos; hoje , centra-se nela própria : na sua vida afectiva e profissional. A mulher já não constrói a sua existência em função da sua prole mas força esta última a adaptar-se ao seu projecto de vida pessoal.

Aquelas que escolhem não ser mães não são necessariamente menos equilibradas que as outras...




Presente durante o parto , o pai pode cortar o cordão umbilical (separar a mãe do filho), colocá-lo sobre o ventre da mãe e depois dar-lhe o primeiro banho. Nesses instantes, o pai conhece emoções e uma felicidade sensual até há pouco reservadas à mãe. Ao vê-lo cuidar de um recém-nascido, observamos um à vontade, uma doçura e uma ternura, de que não suspeitávamos no pai tradicional. A gestualidade masculina feminiza-se, enquanto dura este contacto, que se julgava competir apenas às mulheres. É certamente este o momento da vida de um homem em que mais fortemente se pode exprimir a sua bissexualidade psíquica, uma espécie de regresso à infância, durante a qual se identifica, ao mesmo tempo com a criança que foi e com a sua própria mãe.

Elisabeth Badinter – Um é o outro

Um texto controverso, digo eu... que deixo aqui para repensar.
vejam ainda SUPERMAE !!!! NA IDEALIA.

Comments:
Belíssimo, achei eu...bom dia, bjinho.
 
E N~~AO FOSTE AO TEXTO DA iDEALÇIA Q AINDA CA NAO ESTAVA

BEIJOS PARA TI , SABR
 
Querida Greentea...
Antes de mais nada, gostaria de me desculpar pela minha ausência. Tenho trabalhado muito e me sobra pouquíssimo tempo para o blog. Tenho pensado até em parar um pouco com ele...
Perdão.

Quanto ao seu lindo e sensível post de hoje, quero dizer que ainda não sou pai. Talvez até nao chegue a passar por esta experiencia por conta das minhas escolhas para minha vida pessoal. Mas tive uma forte emoção no nascimento do meu primeiro sobrinho. Estive presente no hospital no dia do parto e fiquei mais ansioso e nervoso do que o próprio pai. Eu ficava na porta da sala de cirurgia a espera de ouvir o chorinho dele, ou um lance de sua carinha... Foi muito emocionante para mim, e eu o amo muito até hoje!

Concordo com vc quando dizes que, no momento do nascimento do seu filho, o homem libera sua alma femina. Talvez seja mesma uma recordação dos carinhos que a própria mãe teve com ele.

É a natureza humana que também nos encanta.

Beijos mil.

Tom
 
lindissimo este texto que foca as actuais escolhas da MULHER e do HOMEM.
porque as mulheres nao sao apenas maes e tem muito mais dentro de si que apenas e so isso

tenho novidades la pelo meu canto...
 
Olá minha kida amiga,
cá continuo perdida no papel, dossiers, clientes e afins bah... Deixo-te um beijo com sabor a maresia
 
Este é um tema sempre oportuno. Escolher ser mãe pressupõe também a disponibilidade de espirito e a entrega da própria mulher a uma tarefa essencial que é a evolução espiritual do ser humano.
A mulher - e o homem - devem trazer à superfície do SER essa Consciência.

Eu bisei! Por isso diariamente me lembro de não esquecer esse princípio fundamental.

Aproveito para agradecer a tua passagem pelo meu cantinho virtual.
 
Os textos de Ideália são sempre maravilhosos!E os teus não fcam atrás. Creio que a questão da bissexualidade psíquica, com a qual não poderia estar mais de acordo, vai fazer abanar muito bom machão... sabes que neste país menos de 30% dos pais manifestam desejo de assistir ao parto?
Beijinhos
 
É difícil saber o que passa pela cabeça de um homem quando segura ao colo seu filho recem nascido. Vi a fisionomia da cara do meu filho quando segurou a filha pela primeira vez. Era um misto de "é meu" com "sou eu" ou "fui eu quem fiz" ou "ninguém tira de mim".

beijos doces
 
Para mim é pacífico que a mulher deseja mais, para além da maternidade. Não consigo avaliar se o laço que se estabelece entre pais e filhos quando aqueles assistem ao parto desperta no homem o tipo de sentimentos aqui descritos. Acredito que uma maior ligação se estabelece. **
 
Este texto é e facto polémico, porque daria lugar a muitas discussões.Hoje em dia, ainda há muitas mulheres que vivem para os companheiros e filhos, aliás , qual é a percentagem de mulheres de carreira em Portugal?
Quanto à presença dos pais no momento do parto, também daria azo a muita discussão.Embora seja um momento belo,´maravilhoso e único, nem todos os homens estão preparados para o parto em si.Existem, inclusive, muitos casos de diminuição da líbido por parte do homem, após ter assistido ao nascimento de um filho. Há que ter muito cuidado , muita preparação.
Beijinho garnde
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Desculpa, querida.
O comentario saiu em duplicado, por isso tive de apagar um.
Bjos
 
Meus blogs no Blogger estão desativados. Há uma opçnao pra acrescentar outros.

Gosto de ter conseguido ter um filho, detesto me lembrar do tempo de bebê pois foram muitos os problemas e a aborrecência é chatinha também.

Vinicius de Moraes disse

Filhos melhor não te-los mas se nna otemos coo sabe-lo? Pois é.
 
Greentea, mesmo quando não têm filhos, as mulheres possuem o instinto maternal muito forte. São raras as que não se emocionam com crianças. Beijos da Ursa :))
 
Que lindeza! Eu sabia que tinha coisa bonita por aqui!
Pude acompanhar, recentemente, um de meus genros cuidando de meu netinho, seu filho, que amanhã completa tres meses! Foi e ainda é um encanto de se ver. Ele deu banho, troca roupinha e fraldas, e só não dá o seio porque a bissexualidade é apenas psíquica! Quem sabe, no futuro não haverá algum desenvolvimento hormonal que permita ao pai o aleitamento? Acho que o cérebro tudo pode e as mutações começam de dentro para fora!
Foi muito bom vir aqui hoje, especialmente.Seu texto está muito bem escrito. parabéns!
 
obrigda a todos pelos comments que hoje e-me impossivel agradecer um a um

espero q na semana q vem tudo volte a normalidade e posa visitar todos . como merecem

beijos de bom fim de semana
 
Interessante este texto. E curioso o Supermae.
 
Gostei do texto. Hoje em dia é necessário deixar de lado os papeis tradicionalmente atribuidos a cada um dos sexos. E parece-me q ambos têm ganho c isso.
Beijitos e bom fim de semana.
 
Me encanto la foto. La primera. Hermosísima.

Besos Felinos
 
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