quarta-feira, setembro 27, 2006

 

Culpabilidade e frustraçao




…Não só a mulher tinha uma função determinada, como cada uma delas podia sentir-se e ser sentida como insubstituível. Nesse ponto a maternidade triunfante deixou que as mulheres exteriorizassem um aspecto essencial da sua personalidade, tirando disso, para mais, um respeito que as suas mães jamais haviam possuído.

Em compensação, as declarações definitivas e autoritárias acerca da condição maternal criaram noutras mulheres uma espécie de mau-estar inconsciente. A pressão ideológica foi tal que se sentiram obrigadas a serem mães sem terem realmente esse desejo. Por isso , viveram a sua maternidade sob o signo da culpabilidade e da frustração. Fizeram talvez o melhor que puderam para tentarem imitar a boa mãe, mas, não encontrando nesse papel satisfação pessoal, estragaram a sua vida e a dos seus filhos. Aí reside provavelmente a origem comum da infelicidade, e mais tarde da neurose, de muitas crianças e de suas mães.

O Amor Incerto – de Elisabeth Badinter

Outras formas de AMOR são focadas aqui , resultadado das perspectivas e olhares de 58 bloguistas.

Comments:
Escolhas muito difíceis. Escolher ser mãe, porque os outros "acham" isso, é do pior. Não só o ser mãe. Em tudo, na vida. É viver a vida do outro. Tristeza...
 
Há o reverso da situação. Mães com tanto medo de não serem perfeitas que estragam os meninos com mimos.
Os extremos que não permitem que a malta seja diferente do que é.
Beijos
 
Bom dia Greentea!
Infelizmente as neuroses, insegurancas e frustracoes dos pais modelam irremediavelmente a personalidade das criancas e originam adultos problemáticos.
Resta-nos tentar construir uma sociedade em que a defesa da criança e dos seus direitos seja uma prioridade...
Bjico ancho!
 
É uma grande verdade.
A minha experiência como mãe passa longe disso. meus filhos foram desejados e amados desde a concepção.
beijo pra ti
 
Infelizmente há mulheres que encaram os filhos como parte da decoração da casa. E pensam que podem mudá-los daqui pra ali quando quiserem.Mas filhos são uma história que nunca acaba.
beijos
 
escolhas difiiceis, mentes recalcadas, opçoes q por vezes nao se querem tomar...
certas mulheres , melhor seria q nao tivessem sido maes, outras vivem em funçao de ,,, obcecadas por poderem "perder" seus sonhos de pes de barro tudo dao a seus querubis; outras, nao dao, permanecendo ausentesm distantes frias
como em tudo, o amor constroi-se na relaç~~ao que se tem no que se da e se recebe nessa troca directa que e o amor. Mas nada garante que amemos incondicionalmente aquele ser que sai de dentro de nos e nos surge nao se sabe bem como, chorando no seu grito de guerra ao entrar neste feio mundo;
ha mulheres que ficam loucas com a ideia de uma gravidez, que a ideia de um simples recem nascido torna euforicas e ficam deslumbradas ao pegar ao colo nessa criaturinha ou ao mudar-lhe a fralda...
Maneiras de estar!
 
Muito bom, muito bom mesmo...bom dia, bjinho.
 
É... esse mundo é um verdadeiro zoológico.
Tem fauna pra todos os gostos.
 
Eu tinha uma vontade enorme de ser mãe desde pequena. E realizei este desejo. Esta é uma satisfação que tenho. Posso considerar este, com responsabilidades e algumas encrencas a resolver se preciso, um sonho lindo realizado lindamente também. Amo muito meus filhos que são motivo de satisfação para mim. Eles não apenas recebem, mas me dão muito carinho, muita amizade e bom humor. Mas, eu considero certo tudo o que você disse. Ser mãe hoje é uma escolha da mulher. Ser mãe pode ser sublimado inclusive num amor pelas pessoas e pela humanidade. Uma mãe pode ser biológica, adotiva, amiga, professora etc. Não ser mãe também é uma opção respeitável e adotar uma posição de cuidar da própria vida não prejudicado aos demais, evitando assim diversas formas de co-dependência pode ser a opção adotada por algumas mulheres.

Beijos! Tudo de bom!
 
jejejej como siempre hermosas fotografías. Te conté que pronto seré padre. Besos
 
Enviar um comentário



<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?