sábado, maio 13, 2006

 

tout court



Há doze anos que se conheciam. Relações profissionais, é certo mas viram ao longo dos anos os filhos a crescer, os netos a aparecer e os cabelos a ficarem um pouco mais branco, a figura a alterar-se com mais uns quilos, deformada pelo tempo, gasta pelas energias dispendidas.
António crescera, a sua empresa redimensionara-se, tinha cinco lojas , muitos empregados e os números eram para ele promissores, brilhantes de um lucro que ele sabiamente sabia auferir, comprando aqui vendendo acolá regateando preços, despedindo este empregado, contratando aquele e, sem dúvida empenhando-se em escolher a mercadoria que vendia. Tinha gosto, tinha “olho” para o negócio , sim –na mesma medida em que não tinha escrúpulos, fosse do que fosse!

Ultimamente, a crise que assolava o país reflectia-se nas suas vendas e a dívida para com o fisco avolumava-se. Que ele tinha obrigações a cumprir e passava-lhes ao lado. Para aliviar o stress , no verão passado fora até ao Brasil, com a esposa, obviamente, para a calar, sem dúvida. Pelo Carnaval , mais uns diazitos em Cabo Verde , que a tensão subira-lhe e a coluna, esforçada pelo peso das preocupações, queixava-se e pedia uns dias de sol e praia.” A vida lá é barata”, dizia…
Na volta , pediu mais um empréstimo ao Banco, avalizado pelo património que tem, já que as contas do ano reflectiam um prejuízo estrondoso. “Isto tem que levar uma grande volta, tenho de reduzir os custos, vou despedir dois empregados, vou trocar os carros que consomem muito, vou almoçar a casa, já avisei a minha mulher, que não há dinheiro para restaurantes, a minha filha tem de se esquecer que já viveu bem, e mais assim e mais assado”… que os empresários portugueses contam (quase) todos as mesmas histórias.

O contabilista que o conhecia há muito, ouvia este desbobinar de intenções, de definição de objectivos para o ano em curso, e na sua cabeça delineava-se já o Orçamento rectificativo. E o outro continuava, “está a ver, faz-me diferença aquele dinheiro que entreguei ao fisco para pagamento das dívidas, mas estava com medo, se me penhoram alguma coisa … bem, amanhã, entrego-lhe os documentos , preciso de acabar de ver umas coisas, mas amanhã está tudo pronto para a Contabilidade”!

- Veja lá , não se atrase mais que estamos em cima do prazo para entregar a Declaração do Iva, fechar as Contas, senão ainda vêm mais multas – dizia-lhe o outro.” Claro, claro, passe cá amanhã, sem falta”.

Zeloso, o outro telefonou na manhã seguinte, para saber se estava pronta a documentação. Foi Vanessa , a filha de António, quem atendeu . Conhecia-a desde criança, miúda de escola, vira-a crescer, começar a trabalhar ao lado do pai, a dar os primeiros passos na gestão da empresa, acompanhara o nascimento do filho dela gerado à pressa por um pai que logo de desinteressou de ambos, mantendo com ela uma relação própria de quem há tantos anos trabalhava naquela casa, lutando pelos mesmos objectivos, julgava ele.

Saudou-a naquela manhã de Maio, radiosa de sol, ouvindo através do telemóvel o choro do bebé, agora com dois anos e tal. “Os documentos estão prontos sim, mas já os entregámos a outra empresa para processar a Contabilidade, o meu pai não lhe disse?”…”Se quiser, venha cá na 2ª feira, para conversarmos que agora não posso falar consigo”…


Tout court , talequalmente sem tirar nem pôr, sem um motivo, sem uma razão. Como aqueles maridos que saem de casa e deixam um bilhete à mulher a dizer não me esperes para jantar!

Ligou ao António, não querendo acreditar no que estava a ouvir, parecendo-lhe impossível. Mas este limitou-se a confirmar a atitude da filha e a dizer que não tinha podido fazer nada contra pois o novo contabilista era o actual (mais um) namorado da filha e nem uma desculpa nem um agradecimento, nem um comentário. Apenas a indicação que seria contactado , para resolverem os aspectos formais…..

José Gomes suspirou de alívio. Era um cliente que perdia, é certo, os tempos estavam maus, muitas empresas tinham fechado, outras atrasavam-se no pagamento. Mas quando o fisco caísse em cima daqueles dois, ia sobrar para ele , porque decerto ele tinha perdido a documentação, desviara verbas e sabe-se lá mais o quê porque aquelas duas mentes sem escrúpulos, hábeis em ludibriar fosse quem fosse, descortinariam sempre algum senão para lhe atribuir as culpas resultantes da inspecção das Finanças.

Jantou tranquilamente com a mulher e os filhos. Bebeu um chá antes de se deitar e dormiu em beleza toda a santa noite.


Comments:
paso a darte las gracias por tus saludos y desearte un lindo fin de semana.
me gusto mucho el post como relatas todo y sabes mostrar realidades
un abrazo grande y que estes muy bien.

besos y sueños
 
Já vi esse filme em qualquer lado...

Por falar nisso, estamos para ter uma audiência com o meu ex-patrão, que fez um despedimento colectivo e 2 meses depois abriu uma "empresa na hora". Estas empresas dão muito jeito...

Bjos e cotinuação de bom fim de semana
 
asi es, a partir de las grandes derrotas se construyen las mayores victorias, es lo que tomo de la vida siempre
gracias a ti por tus saludos, solo tengo el nombre Freyja, aunque me envuelvo en amor siempre
un abrazo grande y que estes muy bien, y un lindo fin de semana

besos y sueños
 
OLHA ISA, PROVAVELMENTE ESTE FILME SERÁ O CANDIDATO AO OSCAR - QUALQ UM - MELHOR DESEMPENHO , MELHOR MUSICA, MELHOR ARGUMENTO...
ALWAYS THE BEST

À PARTE OS TRISTES ACTORES ...
PORQUE ESSES FORAM POSTOS NA RUA, ANTES DE VEREM O FINAL!!!!
 
já estive no teu blog, freyja,
gosto do teu nome, dos teus escritos e do teu blog

tem um bom domingo, aqui cheio de sol e calor. não sei bem onde estás, creio q é no Chile, de Isabel Allende que eu tanto gosto, mas se não fôr , não tem nenhuma importancia
 
Pois é infelizmente existem cada vez mais patrões assim.

Se, ele se atrazava com o fisco já não pergunto o que ele fazia aos descontos da segurança social, certamente deram para as tais férias no Brasil e em Cabo Verde e, quem sabe para os carros novos.

Depois na altura da reforma quando os trabalhadores quiserem os descontos, como a empresa já faliu vão ter que trabalhar mais uns aninhos por causa de um/dois gajos sem escrupulos nenhuns.

O mixelhão está sempre ...

BOA SEMANA

e

BEIJINHOS
 
É VERDADE, JMIDEIAS!
o MEXILHÃO ESTÁ SEMPRE... NA CRISTA DA ONDA!!!

Infelizmente, assim estamos e assistimos a isto todos os dias - empresários com brutas vidas, crivados de dividas à segurança social e ao fisco e nuinguém lhes toca, outras vezes a segurança social perde os registos informáticos como sucedeu recentemente e vá de enviar citações para os contribuintes com um rol de dividas desde o século passado;
o fisco tb muitas vezes mete argoladas e lá vem a penhorar a casita ou o carro do desgraçado qd a divida em causa já estava atempadamente regularizada...

e o "zé" vai andando na onda, sempre contra a maré...
até um dia!!
 
apesar da pobreza moral de pai e filha, que magnífica história escreveste!
 
Olá Greentea:
Interessante a tua história.
Uma história que todos os dias se repete.

Penso que o Norte do país é porventura o mais laborioso.
Há pessoas com hábitos de trabalho excepcionais, e reporto-me a Trabalhadores e Empregadores.

Mas por aqui há histórias, muitas histórias mesmo...
Algumas lindas, outras tristes como tristes são as trevas que as pariram.

Empregados há, que dedicam uma vida, de corpo e alma, a uma empresa que consideram e deveria ser também sua.
Eu sou ainda dos que penso,que uma empresa é um bem social.

Mas todos nós sabemos o que temos, e com quem lidamos, quando falamos em entidade patronal.
Salvaguardando com todo o respeito os honestos, que também os há.

Mas são raras as excepções no comportamento dos "patrões" já que, para mim, empresários no nosso país, contam-se pelos dedos das mãos.

Se calhar, também eles, não têm culpa do seu comportamento "anti-social".

A educação escolar e a educação familiar, determinam na minha opinião,na maioria das vezes, a personalidade e caracter das pessoas...

A grande maioria dos "patrões"saíu do nada.
Impôs-se no mercado, à custa de sacrifícios terríveis.
Entre outros, e se calhar o menos penalizante, foi o trabalhar desde tenra idade.

E nessas funções de criança trabalhadora, a que agora chamam "trabalho infantil" nunca conheceram o sentimento do amor, da solidariedade da compreensão e da tolerância.

Deles exigiam tudo, e nada lhes davam.
Eram os "mestres" que como "mestres" lhe transmitiram o "segredo" que agora usam.
Empedreniram...

A sua educação escolar reduz-se ao mínimo, a maioria é quase analfabeta.
Não quero falar na educação familiar que tiveram, mas não será dificil de deduzir.

Nestas personagens, a que chamamos empresários, há recalcamentos e frustações, que os acompanham pela vida fora, e numa circunstância de dificuldade, brotam o que são,como água de uma fonte...

A Sociedade em si, também ela alterada, acolhe-os no "Social"com todas as mesuras e deferências.

É que havendo dinheiro a rodos, não é dificil hoje em dia ter e gozar de um "bom estatuto." de "respeitabilidade"

Escondem-se pois,nessa sociedade, que não é melhor que eles.

Ela própria é "gerida" ou "coadjuvada" por muitos deles, mais espertos, que dominaram com facilidade a honestidade, inteligencia e a boa fé, de quem a pressupõe de gente de bem.

Ali,um qualquer "deliquente" enquanto não for apanhado, é mais um Vª Exª da "alta roda".

Mimam e são mimados, com mordomias ao mais alto nível.
Muitas vezes até partindo de Instituições que nos deixam perplexos.

Mas gostei do teu post, e desculpa lá o meu entusiasmo.
Beijinhos
 
Olá,
tenho alguma dificuldade em comentar este teu texto!
Sabes porquê? Simples!
Este texto é o retrato fiel da maioria dos empresários Portugueses.
Infelizmente na sua maioria, pobres
para além de espírito também de formação.É a nova classe dos novos ricos em que sobem depressa mas também capitulam depressa.
Vivem demasiado o presente sem acautelarem o futuro.Há disso aos pontapés.
A propósito, tenho uma pequena história (penso que bem conhecida) mas que reflecte bem o style do nosso empresariado (na sua maioria de média e pequena empresa).Lê no meu que vou lá pô-la para não te massacrar aqui.
Não vou fazer a apologia da minha pessoa,(sou empresário) mas desse tipo de gente,como disse atrás, há aos ponta-pés.
Questões de Berço e fundamentalmente de Educação.
Se o País fosse mais Culto e Educado este tipo de gente, não teria espaço de manobra.
Assim eles proliferam e fazem o que lhes apetece e o que a justiça vai permitindo.
Até a Governação deste País seria outra se o seu povo fosse mais culto e mais educado.

É O País que temos!
 
a falta de chá em pequeno não justifica tudo...
 
Não tinha lido mas,

o comentário de terra & sal é extraordinariamente perspicaz quanto à abordagem de outros factores que levam a este tipo de comportamentos, com os quais estou de acordo e que são importantes...
 
greentea

Infelizmente a história não é niva e repete-se a cada dia que passa, com mais frequência. A falta de escrúpulos pagava-se antigamente de outra maneira. Será que se têm de mudar os tempos?
 
Greentea, histórias parecidas com essa também acontecem no Brasil. Beijos e uma ótima comemoração de Dia das Mães!
 
quando escrevi este texto não imaginava a profundidade e dimensão dos comentários a que ele deu origem e destaco em particular o terra-e-sal e antonio stein.
sou alfacinha de gemae de acordo com certos critérios talvez nascesse em berço de oiro (não é essa a m/ pperspectiva , mas isso é outra história). O meu pai era uma pessoa de rigidos costumes, à antiga, e dizia que a educação das pessoas se vê à mesa ou perante certas atitudes dizia que era devido à falta de chá em pequeno...
De facto, fui constatando ao longo da minha vida que muitas crianças da minha idade não tinham brincado,, mal tiveram tempo de ir à escola e cedo começaram a ir para o campo, a servir em casa das "madrinhas" ou a ir para marçano que na época o merceeiro levava as compras a casa. Conheço muitos destes meninos homens que antes da escola iam para o campo com os pais e faziam os trabalhos enquanto guardavam as cabras ou as castanhas que caiam para nenhum outro as levar, oriundos de familias de (muito) escassos recursos com sete ou oito filhos,,,
Hoje têm filhos formados, netos no Colégio mas entre si repartem o que têm, pagam o que devem ao centavo e há sempre o sorriso e o afago para com o outro. No entanto não tiveram tempo de beber chá porque logo pela manhã comiam sopa, batatas,uma malga de café (ou de vinho?), papas para dar força para irem levar a merenda aos homens q trabalhavam no campo, cultivando as batatas e o centeio.
Muitos destes fizeram-se mais tarde empresários trabalhando duramente num oficio e criando emprego, fábricas, serviços...

Terá ficado nalguns o complexo de inferioridade do tempo antigo em que nada tinham, em que vestiam a roupa usada dos filhos da tal madrinha rica em casa de quem a pai ou o pai já serviram? a prepotencia com que foram tratados?
Ou tradicionalmente , este povo é assim mesmo como o demonstram inumeros relatos de todos os tempos, desde Afonso Henriques a Carlos de Bragança, assassinado pelos Republicanos, por gastar demais entre outros factores?

Ficam as questões e o agradecimento aos que vêm até aqui e deixam os seus comentários, que têm a paciencia de me ler e que terão em si algo diferente para que juntos possamos dar um contributo para a mudança destas situações.
Um beijo para todos
 
Li com muita atenção o que atrás foi dito. E acrescento: para mim é tudo uma questão de carácter que julgo que não terá só a ver com a educação que se teve ou não. Não me parece que seja o chá que dá o carácter, porque se fossemos por aí... Eu acho que tem muito a ver com o sentido cívico e o respeito humano e isso também passa pela análise da nossa própria vida: se sofremos com uma determinada situação, é mais fácil sentir a sua gravidade e não desejar que ela aconteça aos outros. Enfim, assuntos complexos que a nossa sociedade materialista tende a alienar. Como muitos outros.
 
ouvi muitas vezesem criança atribuir essa falta de carácter à falta de chá, embora mais tarde me viesse a aperceber que, claro, uma não tinha a ver com a outra.
Muitos empresários da nossa praça e muitas pessoas com excelente caracter e desempenho foram criadas , sobretudo no Norte de Portugal, a "sopas de cavalo cansado" ou seja , uma malga de vinho com pão demolhado dentro, para as crianças dormirem enquanto as mães faziam as lides do campo e da casa.
O chá nada tem a ver, claro mas outros parametros, ou a falta deles, fotoescrita
 
Gente assim tem em toda parte e gente honesta também.
Ah...e gente que escreve bem como você também.

Beijos!
Uma semana de Paz e Amor!
 
Eu bato muito na tecla do " Culto e do Educado"...
Convenhamos que quando assim falo [escrevo] a exemplo do que passa nos países a norte, este tipo de comportamentos a que refere a história da greentea não são permitidos e, acontecerem são fortemente penalizados.
Quando me refiro à Educação, refiro-me no seu mais lato entendimento, isto é, para além da formação académica, a formação moral, o desenvolvimento da personalidade e carácter do indivíduo, coisas que o berço ajuda a definir.
Quando assim é, uma sociedade bem formada não é permissiva a todos os actos de quem tem o poder de a gerir mal.
Se olharmos para este Portugal será que poderemos esquecer o factor Educação?
Se atentarmos ao que diariamente nos é oferecido nas primeiras páginas dos jornais,
Aos discursos que os políticos nos oferecem, mais parecendo que estão a discursar para uma cambada de brutos e analfabetos, ao funcionamento da Justiça, etc., etc.,...será que se Portugal fosse mais evoluído, tudo isto aconteceria?
Claro que não! Os políticos antes de abrirem a boca pensavam três vezes… e por aí fora.
Não é por acaso que Portugal está na cauda de tudo e de todos.
Não há sociedades perfeitas. Há-de haver sempre trampa!
O que se pretende é que a Sociedade Portuguesa seja mais equilibrada, mais exigente, mais responsável, mais interveniente…e casos como este e outros, existam cada vez menos.

e por aqui fico, este tema dá pano para mangas.

Bom dia
 
O teu post é curioso... na medida em que me parece familiar...
Julgo que haverá muitas, muitas situações no mundo do "pequeno empresário", que é tal e qual o que descreves.

Isto não está fácil, não...

Beijos
 
acho que quase todos nós conhecemos estas histórias de longe, noite mas ainda bem que te divertiste com as do blog do antonio stein.

aborrece-me não te poder comentar no teu blog mas sei q vens aqui . achei lindo o poema q tens hoje e vejo-te a fazer um esforço para estares um pouco + animada. vou-te mandar uma coisa linda que me mandaram de Jacques Brel. prepara as colunas para ouvires melhor.
Um beijo de bom dia.
 
O teu escrito é infelizmente um documentário que passam aos nossos olhos até à exaustão. Estamos num país doente, num mundo doente. Talvez nos salve a coragem da denúncia. Por todas as formas ao nosso alcance. E pela escrita, muito. Parabéns.
Beijos fraternos.
Licínia
 
Venha ao amar-ela buscar um balão!
Beijinhos
 
Trazia uma mensagem brincalhona, mas ao ler a seriedade do que aqui se comenta, resolvi antecedê-la deste meu pequeno comentário:

Perante a falta de hosnestidade e fraternidade de certos empresários (ou de certas pessoas) ficamos a pensar quem serão os "verdadeiros piratas"!

Bem, para não deixar de dar a minha mensagem à Greentea, que já conhecemos de algumas CEIAS e patuscadas na nossa Nau virtual, aqui vai:

Ahoy! Ainda bem que têm gostado do nosso blog!
Nós também já sobrevoámos este...

Pois sabem a novidade? Já chegaram os nossos companheiros Travis e Logan, e parecem trazer uma história de encantar... para completar!!!

Ahoy! Venham conhecê-los! Ahoy!

Louie
 
Agradeço sua querida visita em Ideália e aproveito para desejar que um dia vc. seja uma avó contente e possa ensinar aos seus netos a tomar o chá. O que seu pai dizia, em meu entender,era como uma metáfora de toda uma educação calcada em valores outros que não os de hoje, quase sempre embasados no lucro e no prazer. Tomar coca- cola (tb.no sentido metafórico)pode gerar um caráter duvidoso, artificial, longe dos valores da Terra e do respeito à natureza.
 
infelizmente existe mais do que deveria haver !


:)
 
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